Olá!

No mês de dezembro de 2018, os índices americanos tiveram um terrível mês de banho de sangue, que na época, não acontecia desde 1931.

O que causou essa forte queda e fuga do principal mercado do mundo?

Naquele momento o FED estava tentando subir os juros, que chegava a 2,5%, o que não acontecia há mais de 10 anos, quando houve a crise do Subprime e o FED levou juros a 0% para estimular a economia diante da crise.

A bolha do mercado de ações americana se viu acuada com a possibilidade de novas altas de juros que eram prometidas para 2019, que significava que toda essa bolha de dívidas que é hoje a economia americana, estava fragilizada e com juros mais altos e sem estímulos de impressão de moeda do FED, iriam ser um gatilho para o estouro de uma grande crise.

Temendo que o mercado continuasse a cair forte em 2019 e sofrendo forte pressão do governo Trump, que a época brigava numa guerra comercial com a China, o FED parou de subir juros e disse que faria uma pequena pausa numa trajetória de alta.

Naquele momento, fui um dos poucos a comentar que o FED não iria mais subir juros e que iria reverter a política de juros e que em algum momento futuro. Os juros voltariam em algum momento para zero e o FED traria um novo programa de estímulos para ajudar os mercados a se recuperarem.

Em 2020, o FED teve a desculpa perfeita para acelerar esse processo: a pandemia.

Logo os juros que já vinham caindo, voltaram para zero e o FED nunca imprimiu tanta moeda como vem imprimindo desde do ano passado, criando uma falsa sensação de prosperidade e de “recuperação” econômica.

Com a produtividade do mundo em baixa, o excesso de moeda trouxe a pressão inflacionária que estamos vendo agora.

Chegamos novamente num mês de dezembro e o FED agora pensa novamente em voltar a subir juros para combater a inflação criada pelo próprio FED, com essa política monetária nas últimas décadas.

No Brasil, vivemos um período de uma forte inflação, baixo índice de vendas do varejo, baixo índice de produtividade, alto desemprego e baixo crescimento econômico. A essa receita de indicadores ruins damos o nome de estagflação.

Fui também um dos poucos a chamar a atenção para este problema, ainda em 2020, quando o mercado comemorava a forte alta da bolsa, que se recuperava em V, graças a política de estímulos do Banco Central aqui, que ajudou a criar a mesma inflação que vimos nos EUA.

Podemos ver claramente que os desafios para o ano que vem não serão fáceis e é sobre isso que falo no vídeo de hoje.

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Abraço,

Leonardo Nunes

Trade 4 Life